Cultura
Bárbara Bandeira, Blaya e António Zambujo no Festa
O Festa está de regresso ao Parque Urbano de Ovar, nos dias 10 e 11 de julho, para dois dias de música, encontros e celebração da lusofonia. Com três palcos e 12 propostas musicais, o cartaz volta a cruzar geografias, gerações e sonoridades. Em paralelo, uma festa para estar e viver. Destaque para a envolvência da comunidade num dos espetáculos e, também, para o reforço das apostas no Lugar das Infâncias, com uma programação dedicada a crianças e famílias, e no Espaço Conversa, que convida público e artistas a encontrarem-se em diálogos abertos e informais. Num encontro entre natureza, cultura e comunidade, o Festa afirma-se como um espaço de presença, participação e diversidade. Um ponto de encontro para amigos, famílias e comunidades que fazem da cultura uma vivência partilhada.
“O Festa é o rosto da identidade da programação cultural do Município de Ovar, focada em proporcionar experiências diferenciadoras ao público, com forte enraizamento no território e na sua identidade”, explica Domingos Silva. O Presidente da Câmara Municipal de Ovar destaca o crescimento do evento, sublinhando que o Festa é hoje uma marca forte que se afirma muito para além de um alinhamento de concertos: é um convite a parar e viver, a participar. “É já um ponto de encontro de amigos e famílias, uma tradição pensada para todos, que integra experiências envolventes como o Lugar das Infâncias e o Espaço Conversa”, resume.
Música que toca. Palavra que voa. Tempo que vive. Diversidade que se encontra. O Festa está a chegar, consolidando a sua marca diferenciadora: a de uma celebração partilhada, em que palco e plateia se unem e as experiências criam memória.
Para dançar sem parar, com os pés na relva, ou sentir cada nota com tempo, numa manta aos quadrados onde cabe sempre mais um, há 12 momentos musicais. Bárbara Bandeira apresenta “Lusa: ato II”, o segundo capítulo de um novo ciclo artístico que marca uma viragem na sua linguagem musical.
Já Blaya traz “ARRAIÁ.L”, um novo trabalho que funde universos sonoros, desde os arraiais portugueses às festas juninas brasileiras. Serão as protagonistas da primeira noite, a 10 de julho, com concertos às 21h30 e 23h30.
No segundo dia, 11 de julho, a noite contará com António Zambujo, numa oportunidade para descobrir o seu décimo primeiro álbum de originais: “Oração ao Tempo”. O concerto está marcado para as 21h30.
Antes do sol se pôr, há muito para viver, com concertos que ligam geografias e diferentes sonoridades. No dia 10 de julho, a abrir o Festa, às 18h00, Ossn em live act que, entre fragmentos de memória, ecos de músicas cabo-verdianas e ritmos hipnóticos, promete construir paisagens onde transe e nostalgia se confundem.
Logo a seguir, perspetiva-se um concerto único, às 19h00. Daniela Pereira Cristo junta-se a um coro comunitário, constituído por elementos do Canto Décimo e da Cáster Antiqua, e ao grupo de cordofones do Grupo Folclórico As Tricanas de Ovar. Este projeto reafirma a dimensão comunitária do evento, através de um processo de trabalho e partilha com coletividades locais que reforçam a identidade do Festa. O concerto apresenta uma abordagem contemporânea da música de raiz portuguesa.
No sábado, 11 de julho, voltamos a deambular pela lusofonia. Lucas Santtana, às 16h00, celebra a língua com o seu décimo álbum, “Brasiliano”.
Segue-se, às 17h00, a descoberta de Cheny Wa Gune, que cruza a tradição da timbila moçambicana com sonoridades contemporâneas do afro-pop.
Às 18h00, a obra de Fausto Bordalo Dias é recriada pelo projeto “Do Cabo do Mundo”, que junta artistas imigrantes a viver em Portugal.
Com toda a energia recebemos Expresso Transantlântico que trazem o seu novo álbum: Trópico Paranóia, no último concerto da tarde, marcado para as 19h00.
Stereossauro encerra o Festa, dia 11 de julho, às 23h30, com um momento pensado para transformar a despedida numa última celebração coletiva e convidados especiais.
Ao pôr do sol, entre o dia que se despede e a noite que chega, nos dois dias, às 20h00, o público será guiado por Carla Castelhano, com dois dj sets cheios de ritmo que cruzam influências do jazz, da folk e das sonoridades do mundo.
Festa reforça dimensão participativa com espaços para famílias e diálogo com artistas
Para lá dos concertos, o Festa expande-se por diferentes espaços e experiências que convidam o público a participar ativamente nesta celebração. Para as crianças e famílias há uma aldeia para brincar. Chama-se Lugar das Infâncias e traz dois dias de atividades: histórias, oficinas de pintura, teatro e jogos em família, num programa pensado para estimular a criatividade, promover a diversidade e a lusofonia, e mostrar aos mais novos que são parte ativa e central desta celebração.
O Espaço Conversa chega consolidado na sua terceira edição. Rui Miguel Abreu, diretor da publicação digital Rimas e Batidas conduz o “Dar à Língua”, numa nova viagem pela música e pela lusofonia. Aqui, o público poderá ouvir os artistas em discurso direto e descobrir os bastidores do Festa. Uma experiência que, mais uma vez, coloca o público no centro, num diálogo vivo e estimulante.
Saiba mais em: https://cultura.cm-ovar.pt/pt/menu/735/festa.aspx