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FESTA 2024

29/05/2024

12  e 13 JULHO | Parque urbano de Ovar

 

Os "Sons da Lusofonia" remetem-nos para estilos musicais originários dos países de Língua Portuguesa ou influenciados pela cultura lusófona. O conceito abrange uma ampla variedade de géneros musicais e estilos característicos de países lusófonos. Uma FESTA com esta temática torna-se na celebração vibrante da diversidade cultural e musical das regiões/países, uma mistura animada de ritmos, instrumentos e tradições.

 

O Festa é…  Sete razões para ser uma iniciativa especial 

 

1. O Festa é muita Música! Não é um festival, nem um alinhamento de concertos… mas é música. Dois dias, vários palcos, muitos géneros musicais. O Festa é aquela música que nos toca, a música que é celebração. A música que nos faz parar e ouvir cada palavra cantada. A música que nos faz dançar e sentirmo-nos mais próximos uns dos outros… O Festa é a música que nos faz felizes! 

 

2. O Festa é Sons da Lusofonia! É a festa das palavras. Do que elas significam e como têm o poder de nos transformar e despertar diferentes sensações. No Festa, diferentes estilos musicais, de diferentes países da lusofonia, trazem tradições, ritmos e sonoridades diversas… Em comum, um tesouro especial: as palavras que escolhemos para dar aos lugares, às coisas e ao que sentimos: a língua portuguesa! 

 

3. O Festa é contemplar a Natureza! No Parque Urbano de Ovar, o Festa é pincelado de verde. É a água do rio Cáster que corre devagar, as árvores que nos abraçam e os pássaros que chilreiam segredos. O Festa é tudo isto. É relaxar, sentir os pés na relva, respeitar e celebrar as maravilhas que o mundo nos dá: a natureza que é a casa de todos! 

 

4. O Festa é Encontro! O Festa é aquele dia que é já um ritual na vida de tantos. De cada vez mais. O dia em que se juntam os amigos, a família, os apaixonados para viver um dia especial. É o dia das saudades que se matam e das que voltam a nascer. Um dia em que o sol brilha e os olhos também! 

 

5. O Festa é Pé no Chão! O Festa convida a encontrar tempo, deixar para trás o ritmo frenético dos dias comuns e a assentar os dois pés no chão. O Festa é aquela alegria especial que se prolonga por tantos e tantos dias, enquanto nos lembrarmos do muito que vivemos. Dos jogos, dos desafios, das danças e das músicas trauteadas. Dos sorrisos, das conversas e dos piqueniques partilhados. Enquanto nos lembrar-nos seremos alegria…

 

6. O Festa é Diversidade! O Festa é um apelo a dar as mãos…  Sermos nós e os outros, juntos, num mundo de todos. O Festa é pela tolerância, pela integração, pela paz. O Festa é de todas as cores, de todos os ritmos, de todas as idades, de todas as vozes. É nosso! 

 

7. O Festa é Liberdade! Aqui despertam todas as emoções. Soltamos amarras. Celebramos, porque as palavras podem ser ditas e todos podem ser o que quiserem. Liberdade sempre, mas este ano com um sabor especial, com um cartaz que celebra os 50 anos de Abril. 

 

 

PROGRAMA 

 

- 12 JULHO - 

 

VON X DJ (Carla Castelhano) | Portugal  | 17H30 

 

Carla Castelhano é “Von X”, um signo de influências jazzísticas que não deixa passar em branco a “World Music” nas variantes “Folk” e Folktronica”.  Desavergonhadamente melómana, traz uma energia contagiante e uma mescla de emoções. A garantia está dada, ninguém vai ficar indiferente a esta boa vibração!  

 

 

SOPA DE PEDRA + CANTO DÉCIMO | Portugal | 18H30 

 

 O FESTA tem promovido projetos e lançado desafios, especialmente com o envolvimento da comunidade e agentes locais. Desta vez, as atenções vão para as SOPA de PEDRA e para o resultado do trabalho que resultará da residência artística com o CANTO DÉCIMO.

Dez mulheres, a música com raízes, história e tradição. Desde cânticos mirandeses de Trás-os-Montes, a baladas açorianas, às cantigas das adufeiras da Beira Baixa e ao Cante Alentejano… Sopa de Pedra traz arranjos polifónicos da música tradicional portuguesa que serão interpretados à capella. Num bonito percurso pela música, ao legado das canções que são nossas, juntam-se as músicas do mundo atual, acrescentando-se ao reportório nomes como José Afonso e Amélia Muge. Tal como na Sopa de Pedra, também neste projeto todos os ingredientes são bem-vindos. A participação do grupo coral Canto Décimo fará deste concerto um momento único e especial no FESTA 2024.   

 

 

Lá no XEPANGARA | Moçambique | Brasil | Guiné-Bissau | Portugal | 21H30 

 

De Portugal, Moçambique, Guiné-Bissau e Brasil, artistas da Lusofonia juntam-se em palco para celebrar a herança de Abril e a obra de um cantautor singular: José Afonso. O projeto pretende refletir sobre a forte presença da cultura africana na vida e obra de José Afonso, também conhecido pelo diminutivo familiar de Zeca Afonso, e sobre o papel que o artista desempenhou na luta pela descolonização, democratização e desenvolvimento da sociedade e cultura lusófonas.  

Com a direção artística de Manuel de Oliveira e as vozes de Selma Uamusse, Karyna Gomes, Edu Mundo e Fred Martins, "LÁ NO XEPANGARA" traz-nos as canções que poderiam ter sido escritas nos dias-de-hoje, numa proposta cultural de intervenção que demonstra a importância das artes para transformar, promover a paz e a tolerância e contruir um mundo melhor. 

 

 

BATEU MATOU | Portugal | 23H00 

 

Bateu Matou. Uma expressão coloquial e divertida que nos diz para irmos em frente com coragem e determinação. É uma banda improvável que junta três bateristas fora de série: Ivo Costa (Sara Tavares), Quim Albergaria (Paus) e Riot (Buraka Som Sistema). Cada batida traz uma dose de alegria e um convite para dançar, saltar, sentir a música e a vida, numa abordagem percussiva que cruza as raízes com o contemporâneo e em que tambores e computadores são aliados criativos. Depois de lançarem o álbum de estreia, em 2021, “Chegou”, o grupo tem somado êxitos e pisado os maiores palcos do país. Chegou a hora de subir ao do Festa e apresentar o seu mais recente trabalho Batedeira. Acelerada, misturada e alegre, Batedeira é uma confluência de linguagens sonoras que vão desde o funaná, semba, baile funk, drill ou house. Refletindo a pluralidade de sons e realidades daquele que é o universo português e lisboeta mais em concreto, vamos poder ouvir batidas que têm raízes desde a Índia ao Brasil, Cabo-Verde ou Angola.

 

- 13 JULHO - 

 

MAIS ALTO! | Portugal | 16H00 

 

A música pode mudar o mundo? O mundo faz mudar a música? O que diz a música sobre os projetos das pessoas? O Projeto Mais Alto! traz as respostas com uma mão cheia de músicas inspiradoras e outra com conversas sobre as músicas e o seu poder na expressão de ideias ou sentimentos.  

Neste projeto, criado por Afonso Cabral, Francisca Cortesão, Inês Sousa e Sérgio Nascimento, através da escolha de um repertório variado, que inclui músicas portuguesas, brasileiras e de outras origens, o espetáculo intercala canções com breves comentários de Isabel Minhós Martins, que procuram enquadrar os temas escolhidos, explicando o contexto em que foram criados ou as preocupações que abordam. 

José Mário Branco, Sérgio Godinho, José Afonso, Rita Lee, Luís Severo, Benjamim, Xutos e Pontapés e tantos outros, o reportório fala por si e é  para cantar sempre e cada vez Mais Alto!   

 

 

NANCY VIEIRA | Cabo Verde | 17H00 

 

Na voz de Nancy Vieira cabe o país e o mundo que a diáspora foi abrindo. A cabo-verdiana vai apresentar no Festa o seu novo álbum, Gente, um trabalho de encontros, de histórias, de ideias, de balanços, mas, sobretudo, de pessoas.  

Neste disco há as histórias, os sonhos e anseios, as dores e alegrias das gentes de Cabo Verde, mas há também o mundo que só existe nas ruas de Lisboa e onde se ouvem as nuances do Brasil e os ecos de tantas outras Áfricas e de muitas Europas e Américas.  

Neste novo álbum, com arranjos carregados de subtilezas, há morna e samba, fado e batuque, sofisticação com tons de jazz e aventura de espírito pop. Há gente, há vida.  

 

 

ACÁCIA MAIOR | Cabo Verde | 18H00 

 

Acácia Maior é um coletivo de músicos criado por Henrique Silva e Luís Firmino, raízes e tronco desta árvore que começa a florescer no horizonte musical cabo-verdiano. Criação, fusão e tradição são o mote para esta viagem sem fronteiras deste coletivo que vem apresentar o seu álbum de estreia: “Cimbron Celeste”, nome de uma árvore cabo-verdiana.  

Na sonoridade e nas letras que compõem este disco são explorados vários ritmos e expressões do folclore cabo-verdiano, juntamente com diferentes estéticas musicais internacionais, numa proposta de celebração das origens. Que bom vai ser abraçar esta árvore cheia de vida!  

 

 

ÁFRICA NEGRA | São Tomé e Príncipe | 19H00 

 

Embaixadores do som de São Tomé e Príncipe e do "Mama Djumba", África Negra é uma banda de culto com mais de quarenta anos de história, que se cruzam com a da liberdade, tendo começado a tocar ao vivo nos fundões da capital São Tomé, ainda quando as forças portuguesas ocupavam a ilha e a liberdade era parca. Trouxeram a alegria e esperança aos bailes, às ruas… a mesma que chega, volvidos mais de 50 anos, ao Festa.  

 

 

JORGE PALMA com convidado especial, SÉRGIO GODINHO | Portugal | 21H30 

 

Jorge Palma é um caso raro em Portugal. Compositor e intérprete admirado pelos colegas, amado pelo público, demasiado célebre para o papel de génio obscuro, demasiado genuíno e rebelde para ser um músico previsível e formatado promete uma noite de músicas ao piano, com a sua banda e um convidado especial:  Sérgio Godinho,  o “escritor de canções”. Incontáveis são as vezes que estes dois amigos de longa data já partilharam o palco, mas, por mais vezes que se repita, sabemos, será sempre um concerto único…  

 

 

BIXIGA 70 | Brasil | 23H00 

 

Rua 13 de maio, número 70, bairro da Bixiga, em São Paulo. Foi aqui que tudo começou, num estúdio em Traquitana, em 2010. Foi exatamente ao primeiro dia que esta banda foi buscar o seu nome. Do dia zero, aos dias de hoje, Bixiga 70 é, atualmente, um dos principais grupos instrumentais do Brasil, num percurso singular, marcado por referências nacionais, africanas e latinas. Para o Festa trazem o seu mais recente disco, “Vapor”, e o convite para todos dançarem ao som da linguagem universal da música.  

 

 

BRANKO | Portugal | 23H59 

 

Branko é o rosto do ativismo da Global Club Music. Produtor, compositor, DJ, visionário, João Barbosa (Branko) é o nome ligado a Enchufada (label criada por si) e Buraka Som Sistema (fundador) entre outros projetos. Branko está no epicentro da música contemporânea portuguesa. Com o seu novo álbum, “Soma”, desafiou-se a elevar ainda mais o patamar de excelência a que nos habitou. O novo álbum resulta de um trabalho profundo de estudo, pesquisa, viagens e produção, onde o artista apresenta o seu versátil universo de composição musical.

Em “Soma”, Branko viajou entre Lisboa, Londres e Rio de Janeiro. “Nuvem” (feat. BIAB), “Agenda” (feat. Bryte), “Found My Way” (feat. Carla Prata) e “Slide” (feat. Jay Prince) são alguns dos temas que o artista vai trazer ao Festa, com outros músicos, naquele que é um exercício de recriar em palco a atmosfera do seu mais recente álbum. Branko tem sido ponto central de uma sonoridade identitária que cada vez mais derruba barreiras.